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Síria: Observadores da Liga Árabe divididos quanto à eficácia da missão

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Síria: Observadores da Liga Árabe divididos quanto à eficácia da missão

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A missão da Liga Árabe na Síria está à beira da implosão. As divisões são crescentes entre os observadores e mesmo entre os países da organização. O argelino Anwar Malek decidiu abandonar a missão porque considera que os observadores são incapazes de pôr fim às “cenas de horror”. Um segundo observador, que decidiu manter o anonimato, acusou o regime sírio de manipular a missão da Liga Árabe. Contudo, esta opinião não é partilhada nas altas esferas do poder.

O ministro argelino dos Negócios Estrangeiros, declarou na sede da ONU em Nova Iorque, que “o governo sírio deu alguns passos” na direção certa, embora “insuficientes” e referiu a “retirada de armamento pesado das cidades, a libertação de alguns milhares de prisioneiros apesar de haver muitos mais nas prisões” e “a abertura aos meios de comunicação social.”

Foi no quadro desta abertura que o jornalista francês Gilles Jacquier se deslocou à Síria e acabou por ser morto em Homs. O regime de Bashar al-Assad acusou “um grupo de terroristas” de estar na origem dos tiros de morteiro que vitimaram o repórter da estação pública France 2, enquanto a oposição responsabiliza as forças leais a al-Assad.