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651 prisioneiros políticos libertados na Birmânia

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651 prisioneiros políticos libertados na Birmânia

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Centenas de prisioneiros políticos foram, hoje, libertados na Birmânia.

No total 651 pessoas beneficiaram da amnistia reclamada pela comunidade internacional e, entretanto, saudada pelos partidos da oposição.

Entre os prisioneiros estão vários líderes do levantamento estudantil de 1988 e jornalistas condenados a penas superiores a 40 anos de prisão.

A libertação do antigo primeiro-ministro, Khin Nyunt, detido em 2004 é uma das mais simbólicas.

Desde que chegou ao poder o governo civil, apoiado pelos militares, concedeu três amnistias e deu início a um conjunto de reformas políticas. Passos exigidos pelo Ocidente para o levantamento das sanções internacionais.

A libertação dos prisioneiros ocorre depois das visitas da secretária de Estado norte-americana e do chefe da diplomacia britânico ao país.

Esta quinta-feira, o regime assinou um acordo de cessar-fogo com os rebeldes da União Nacional Karen, um grupo étnico minoritário que lutava, há mais de seis décadas, por uma maior autonomia.