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Se fosse candidato Sarkozy perdia primeira volta das presidenciais

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Se fosse candidato Sarkozy perdia primeira volta das presidenciais

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Nicolas Sarkozy está longe de ser o rei nas sondagens para as presidenciais francesas.

A 100 dias do escrutínio, o chefe de Estado cessante – que deverá anunciar oficialmente a recandidatura em março – perde para François Hollande.

A primeira-dama, Carla Bruni Sarkozy, desvaloriza:

“Creio que ele está cada vez mais tranquilo e forte. E se o meu marido se apresentar como candidato participarei na campanha quando for possível.”

O candidato socialista aparece creditado com 29 por cento das intenções de voto.

A escolha de Hollande feita numa espécie de primárias à americana, deu ao partido e candidato uma exposição mediática inédita.

Com 17 por cento das intenções de voto, aparece a candidata de extrema-direita, Marine Le Pen, que deverá ter, segundo as sondagens, dificuldades em repetir o feito de 2002 quando o pai, candidato do partido Frente Nacional, derrotou os socialistas e foi à segunda volta.

Atrás da Frente Nacional, a dois pontos de distância surge o líder do Movimento Democrata francês, François Bayrou.

A candidatura do centrista divide, ainda mais, a base eleitoral de Nicolas Sarkozy.

“Verificamos que Sarkozy perdeu força e não lidera a primeira volta. Algo que nunca tinha acontecido a outro chefe de Estado cessante nos últimos 50 anos, nem mesmo a Valery Giscard D’Estaing. A verdade é que se olharmos para as intenções de voto e para a taxa de popularidade nunca tínhamos visto um presidente numa situação destas, a quatro meses da primeira volta das presidenciais” afirma um analista.

Cerca de um mês depois das presidenciais agendadas para abril e maio, os franceses voltam às urnas para escolher os deputados e senadores.

Os analistas admitem que os poderes legislativo e executivo possam ser repartidos entre a esquerda e a direita, como já aconteceu no passado.