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Tunísia: Famílias das vítimas da revolução pedem justiça


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Tunísia: Famílias das vítimas da revolução pedem justiça

Um ano depois da revolução do Jasmim, os jovens do bairro El Kram Gharbi, em Tunis, cobrem as paredes com as fotografias das vítimas, para que não sejam esquecidas; numa zona da cidade onde muitos cidadãos se sentem completamente abandonados pelos que agora governam a Tunísia.

Para muitas destas famílias, o germe da Primavera Árabe tem um sabor muito amargo. É o caso de uma mãe, que perdeu um filho de 23 anos:

“O irmão mais novo foi ver e uns minutos mais tarde veio a correr dizer-me que ele tinha sido atingido no coração. Estava morto. Peço que se faça justiça. Não vou ceder, vou persegui-los até ao último suspiro da minha vida”, afirma.

Foi aqui que os acontecimentos que levaram à fuga de Ben Ali para a Arábia Saudita se precipitaram. As forças da ordem dispararam sobre os manifestantes. Cerca de uma quinzena de jovens perderam a vida, outros, como Mohamed Boughanmi, ficaram com marcas profundas para o resto da vida:

“É preciso que os que detém o poder neste momento, o chefe do estado, Djebali, e o primeiro-ministro incluídos, saibam que a revolução será retomada se não obtivermos os nossos direitos. Da última vez a revolução começou com pedras, mas desta vez não será com pedras”, alerta.

Aos 38 anos, Mohamed, alvejado na rua durante o conflito, ficou deficiente e queixa-se de ter sido abandonado pelo estado tunisino.

O bairro de El Kram Gharbi pede indemnizações e reconhecimento para as vítimas de há um ano.

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