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Europa volta a abanar com a degradação do rating das dívidas

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Europa volta a abanar com a degradação do rating das dívidas

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A degradação das notas de nove países da zona euro pela agência Standard&Poor’s é um duro golpe e a prova de que os esforços dos europeus estão a cair em saco roto.

Só quatro dos 17 mantém ainda a nota máxima de triplo A, um deles é a Alemanha. Angela Merkel, consciente da pressão admitiu esta manhã que a economia europeia tem ainda um longo caminho a percorrer.

“Nós na Europa ainda temos um longo caminho pela frente antes que seja restaurada a confiança dos investidores. Apelamos agora a que seja rapida e decisivamente implementado o pacto fiscal – sem tentar diluí-lo.”

A França e a Áustria perderam a classificação máxima “triplo A”. Malta, Eslováquia e Eslovénia sofreram descidas de um nível. A sexta-feira 13 de janeiro foi particularmente violenta para Chipre, Itália, Espanha e Portugal, com cortes de dois pontos no “rating”. A nota de Portugal desceu para “lixo”.

A decisão da agência significa que os árbitros do mercado dão pouco crédito às medidas anunciadas na Europa, como refere o economista, Elie Cohen:

“A Standard & Poors considera que os esforços que foram feitos em matéria de fiscalização orçamental e fiscal foram insuficientes e que as soluções que os europeus têm encontrado para a crise são também insuficentes”,

Um pouco por todo o lado, as reações europeias não se fizeram esperar: para Bruxelas a decisão é “aberrante” e não tem em conta o esforço dos países da zona euro. O assunto vai estar certamente no centro da cimeira do final de janeiro, mais uma considerada como da “ultima oportunidade”.