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França perde AAA e Portugal passa a "lixo" em descidas de "rating" da Standard & Poor's

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França perde AAA e Portugal passa a "lixo" em descidas de "rating" da Standard & Poor's

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De nada serviram os protestos em frente à representação da Standard & Poor’s em Paris. A agência de notação financeira concretizou a ameaça e cortou o “rating” de nove países da Zona Euro.

A França e a Áustria perderam a classificação máxima “triplo A”. Malta, Eslováquia e Eslovénia sofreram descidas de um nível. Esta sexta-feira 13 foi particularmente violenta para Chipre, Itália, Espanha e Portugal, com cortes de dois pontos no “rating”. A nota de Portugal desceu para “lixo”.

Apesar de a França ter perdido a nota máxima que mantinha há 37 anos, o ministro das Finanças relativiza. François Baroin considera que “é como se perguntássemos a um aluno que passa de obter 20 a 19 se é uma catástrofe. Não, continua a ser uma excelente nota”.

A Standard & Poor’s colocou em vigilância negativa 14 países da Zona Euro, alertando para eventuais novas descidas.

A Alemanha é o único país ainda com nota máxima que não é “colocado entre a espada e a parede”.

O ministro alemão das Finanças sublinha, no entanto, que todos os países “estão interligados e Berlim não é indiferente” ao que se está a passar. Wolfgang Schäuble defende que, apesar da descida, “a França recebeu diferentes apreciações de várias agências e está no caminho certo”.

As descidas de “rating” anunciadas pela agência de notação representam uma pressão acrescida sobre o Fundo Europeu de Estabilização Financeira, ao pôr em causa a credibilidade de um grande número de países da união monetária, nomeadamente a França, um dos principais contribuintes.

Em Portugal, o governo deplorou a decisão da Standard & Poor’s, defendendo que a “análise sistémica [da agência] baseada na Zona Euro (…) não reflete de forma adequada as realidades nacionais”.