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Sarkozy poderá pagar corte do rating francês

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Sarkozy poderá pagar corte do rating francês

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O corte no rating da França poderá comprometer a reeleição de Nicolas Sarkozy.

O chefe de Estado gaulês ainda não anunciou, oficialmente, a recandidatura, mas decisão da Standard & Poor’s pode contribuir aumentar a distância nas sondagens.

O primeiro-ministro desdramatiza e, garante, que esta era decisão esperada. François Fillon lamenta, apenas, que tenha chegado numa má altura tendo em conta os esforços feitos pela zona euro e que, adianta, começavam a ser reconhecidos pelos investidores.

Em dezembro, a agência de notação financeira alertou para o corte iminente do rating.

O principal adversário de Sarkozy nas eleições presidenciais de abril e maio não está surpreendido e explica porquê.

François Hollande considera que anúncio reflete a degradação das políticas de Sarkozy. O socialista lembra que a França tem ativos, uma boa dinâmica demográfica, uma elevada produtividade, especialistas reconhecidos, qualidade dos serviços públicos e muitas poupanças. E pode, por isso, recuperar.

A maioria dos franceses acredita que a perda do triplo A vai ter consequências políticas e económicas.

Uma eleitora acredita que vai influenciar a campanha eleitoral e originar atitudes pouco corretas.

Outra refere que a decisão não a surpreende porque a França já estava a pagar taxas de juros mais altas do que a Alemanha.

A nível económico, é esperado o agravamento dos custos de financiamento do Estado que este ano vai ter de emitir cerca de 180 mil milhões de euros em obrigações.