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Fanfarronice de capitão afunda Concordia em sexta-feira 13

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Fanfarronice de capitão afunda Concordia em sexta-feira 13

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Um comandante sem navio. Detido desde sábado, Francesco Schettino, 52 ans, é acusado de ser o principal responsável do naufrágio do Costa Concordia. Todos os dias têm surgido novos testemunhos.

Cerca das 21horas da fatídica sexta-feira 13, o Concordia fez a aproximação à ilha Giglio, onde nasceu o chefe da tripulação. Para lhe agradar, o comandante Shettino ordenou uma maior aproximação da baia, para saudar os habitantes com mais entusiasmo.

Mas havia um enorme rochedo assinalado em frente à baia que o comandante esqueceu. Alegou depois que ele não estava assinalado nas cartas, o que é falso.

O acidente deu-se às 21:40H.

Heiko Jensen, um responsável da empresa Costa Croisières foi bem explícito:

“- Posso confirmar que essas rochas aparecem nos mapas. O capitão decidiu sozinho mudar a rota especificada pela direção Costa. A rota do navio foi, obviamente, demasiado desviada. A avaliação da emergência pelo comandante não correspondeu às normas da empresa em relação a à situação”.

O comandante só deu o alarme às 22h42, uma hora depois, mesmo assim, confundiu-o com uma avaria elétrica.

Os passageiros começaram a ficar muito assustados até que, em virtude da divação do comandante, a tripulação se amotinou e às 22h58 começou a evacuar os 4229 passageiros.

Schettino foi-se embora, segundo os testemunhos, às 23h40, seis horas antes de terminar o trabalho de socorro.

A capitania telefonou-lhe, ordenou-lhe que reentrasse a bordo imediatamente, mas o comandante mal se exprimia, o que fazia ouvir era incompreensível, o capitão do porto perdia as estribeiras e ordenava-lhe apenas que desse a volta com o bote e subisse a bordo por já haver cadáveres.

A chamada foi feita à 01h46 Scettino arrisca 12 anos de prisão pelo delito de abandono do navio e pode vir a cumprir 15 pelos homicídios por negligência.

Era comandante do Concordia depois 2006. É descrito como fanfarrão, sempre ostensivo na demonstração da capidade de marinheiro. No dia 17 de novembro já tinha feito uma manobra perigosa em Marsella, com muito mau tempo, que assustou a tripulação…mas não o suficiente para apresentar queixa.