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Portugal: Governo e parceiros sociais chegam a acordo

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Portugal: Governo e parceiros sociais chegam a acordo

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O governo português chegou a acordo com os parceiros sociais, depois de 17 horas de negociações.

A CGTP, a maior associação sindical do país, rejeitou o acordo. Carvalho da Silva considerou-o como “o maior ataque aos direitos dos trabalhadores desde o 25 de abril”. A UGT deu aval ao documento do governo, que substituiu a meia hora extra de trabalho por medidas alternativas.

O ministro da Economia não escondeu o contentamento.

“Portugal mostra ao mundo, aos mercados, que mais uma vez nós sabemos ultrapassar as nossas diferenças e sabemos unir-nos nos momentos de dificuldade,” afirma Álvaro Santos Pereira.

O governo português admitiu, numa nota interna, que o défice para 2012 poderá atingir os 5,4 por cento do PIB, 0,9 por cento acima da meta acordada com a “troika”.

O Fundo Monetário Internacional estima que Portugal irá ter uma recessão na ordem dos 1,8 por cento e que a taxa de desemprego atinja, este ano, os 13,4 por cento.

No acordo assinado esta terça-feira, ficou acordada a diminuição dos feriados, a possibilidade de as pontes poderem ser descontadas nos dias de férias e a redução em três dias do período de férias.

Os patrões conseguiram fazer aprovar a bolsa individual de 150 horas que o empregador poderá aplicar de acordo com as necessidades de produtividade da empresa.