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Baltazar Garzón no banco dos réus

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Baltazar Garzón no banco dos réus

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O juiz espanhol Baltazar Garzón sentou-se esta terça-feira, pela primeira vez, no banco dos réus.

O magistrado mais conhecido de Espanha é acusado de ter ordenado escutas ilegais durante uma investigação ao caso “Gürtel”, uma rede de corrupção que envolve várias altas figuras do Partido Popular.

Garzón foi obrigado a retirar a toga com que se apresentou ao processo, no qual incorre numa pena de até 17 anos de suspensão do exercício das suas funções como juiz.

O magistrado respondeu às acusações de que teria ordenado escutas a vários advogados de arguidos do caso “Gürtel”, violando o direito de defesa.

“Estamos a falar de uma organização criminosa que se utilizou de todos os meios para levar a cabo as suas atividades, nomeadamente tráfico de influências e corrupção”. Garzón sublinhou ainda que os advogados dos arguidos estavam igualmente envolvidos na rede de corrupção.

O juiz espanhol deverá enfrentar um novo processo no dia 24, acusado de prevaricação por duas organizações de extrema-direita, que contestam a decisão de Garzón de ter ordenado uma investigação aos milhares de desaparecidos da guerra civil espanhola.

Acusações que indignam os apoiantes do defensor dos direitos humanos que denunciam o que chamam de uma “cabala” contra o juiz.