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Naufrágio do "Costa Concordia" ameaça indústria de cruzeiros

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Naufrágio do "Costa Concordia" ameaça indústria de cruzeiros

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O naufrágio do “Costa Concordia”, ao largo da costa de Itália, gera incertezas para a Carnival, detentora do navio, e para a indústria de cruzeiros.

Na terça-feira, as ações da empresa norte-americana Carnival, a maior operadora de cruzeiros do mundo em receita, caíram 16 por cento no mercado Londrino.

Os títulos do grupo Royal Caribbean Cruises, principal concorrente da Carnival, sofreram, também, uma desvalorização de 1,05 por cento.

A Carnival calcula uma perda de cerca de 75 milhões de euros na sua receita para este ano, devido ao naufrágio.

Antes do acidente com o “Costa Concordia”, a Cruise Market Watch estimava que o mercado global de cruzeiros estaria avaliado em cerca de 27 mil milhões de euros, em 2012.

Previa ainda um aumento do número de passageiros para mais de 20 mil milhões.

De acordo com esta organização, estimava-se que os passageiros iriam gastar cerca de 12 mil milhões de euros nos portos de atracagem dos cruzeiros.

Segundo fontes, citadas pela Bloomberg, o acidente pode originar prejuízos, no setor segurador, na ordem dos 405 mil milhões de euros.

A Carnival ainda não consegue perceber quantos clientes podem passar a evitar os cruzeiros. Os clientes portugueses estão já a reprogramar as reservas. De acordo com a Costa Cruzeiros os cancelamentos são reembolsados a cem por cento.