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Hungria: Orban cede à pressão da UE

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Hungria: Orban cede à pressão da UE

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O primeiro-ministro húngaro está disposto a voltar atrás na polémica revisão constitucional.

Viktor Orban deslocou-se na quarta-feira ao parlamento europeu, em Estrasburgo, um dia depois do ultimato da Comissão para que Budapeste suprima as leis que violam a independência do Banco Central, justiça e proteção de dados privados.

Durão Barroso afirmou-se preocupado com a saúde da democracia na Hungria, “apelamos ao governo para que demonstre de forma clara o seu compromisso com os princípios da democracia, liberdade e estado de direito”.

Para o líder dos liberais, Guy Verhofstadt, “a Hungria é um exemplo do que pode acontecer quando se acumula uma situação de crise com um discurso autoritário e uma política nacionalista de isolamento”.

O eurodeputado dos verdes, Daniel Cohn-Bendit, foi mais direto: “está a seguir o mesmo caminho que Chavez, Castro e todos os regimes totalitários e autoritários do mundo”.

No hemiciclo, liberais e esquerda exigiram a suspensão temporária do direito de voto da Hungria, à luz do artigo sétimo dos tratados europeus.

Face às críticas, mais brandas à direita, o conservador Orban retorquiu:

“Hoje enviei uma carta ao presidente da Comissão, o senhor Barroso, onde expresso a minha opinião, onde digo que os problemas evocados pela Comissão podem ser facilmente e rapidamente resolvidos e ultrapassados”.

Mais do que a pressão política é a situação da economia húngara que parece justificar o passo atrás de Orban. Budapeste necessita urgentemente de um empréstimo de até 20 mil milhões de euros do FMI e da UE para tentar corrigir um défice galopante.

Na terça-feira, a Comissão Europeia tinha ameaçado abrir um procedimento por infração, caso Budapeste não adapte a nova constituição à legislação europeia nos próximos 30 dias.