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Croácia referenda "dividida" a adesão à UE

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Croácia referenda "dividida" a adesão à UE

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Depois de obter a independência em 1995, a Croácia poderá tornar-se o 28 estado-membro da UE, em 2013. No mês passado fechou sete anos de negociações com Bruxelas, mas a Constituição obriga a população a pronunciar-se num referendo, marcado para este domingo.

O Presidente Ivo Josipović é uma das vozes que apela ao “sim”, mas as sondagens indicam que este deverá ser o sentido de voto de 55 a 60 por cento do eleitorado, ainda com muitos eurocéticos.

“Os políticos deste país falam connosco a partir dos ecrãs da televisão. Não têm verdadeiros argumentos e dizem apenas, literalmente: “Sou o Presidente e asseguro-vos que isto é bom para o nosso país”, refere Roko Šikić, do movimento de cidadãos “Amo a Croácia”.

A pressão sobre o governo de Zagreb para prender o general Ante Govina, entretanto condenado por crimes de guerra por um tribunal da ONU, foi difícil de absorver pelos mais nacionalistas. Mas há quem prefera apontar os benefícios obtidos por outros países de leste.

“Penso que a Croácia pode ganhar muito com a adesão à UE. Podemos seguir o exemplo da Polónia, que aproveitou tudo que podia aproveitar”, considera a estudante Katarina Ostarcević.

Num país em recessão desde 2009, serão bem-vindos os 450 milhões de euros em fundos de desenvolvimento. Mas face a uma UE em crise financeira, nem todos se convencem.

“Penso que há demasiada conversa sobre como será bom no futuro, como tudo ficará mais fácil e agradável para todos, logo que nos juntemos. Nem tudo será muito melhor”, pensa o estudante Ivan Stanceć.

Com cerca de quatro milhões de habitantes, a Croácia tem 18% de taxa de desemprego e o PIB per capita é apenas 60% da média da UE.