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Dívida grega domina reunião do Eurogrupo

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Dívida grega domina reunião do Eurogrupo

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Como reestruturar a dívida grega: a questão domina a reunião dos ministros das Finanças da zona euro. A Alemanha e a França aumentaram a pressão sobre o Eurogrupo, depois dos credores privados e a Grécia terem chegado a entendimento de base, mas faltam resolver várias questões.

À chegada a Bruxelas, o ministro grego das Finanças, Evangelos Venizelos, afirmava: “Quanto ao envolvimento do setor privado, agimos em linha com os nossos parceiros institucionais. Tivemos uma cooperação construtiva com o setor privado e estamos prontos a finalizar o processo nas datas fixadas”.

Os credores privados estão prontos a assumir perdas de 60 a 70% com as obrigações gregas, mas os europeus terão de decidir se basta para baixar a dívida de Atenas para níveis sustentáveis.

Mas não basta para o analista Robert Halver: “Mesmo com a redução de cem por cento da dívida pública nas mãos de privados não seria uma solução sustentável para a Grécia. Porque o país não tem hipótese de sobreviver na zona euro, O melhor seria se os gregos saíssem da zona euro, fizessem os trabalhos de casa durante dez anos e voltassem depois”.

A atual dívida da Grécia ronda os 350 mil milhões de euros.

O acordo com os credores privados é essencial para avançar com o segundo pacote de resgate de 130 mil milhões de euros. Atenas e os europeus não têm muita margem de manobra, já que as perspetivas económicas do Estado helénico são cada vez piores, em março vencem 14 mil milhões de euros de obrigações e Atenas tem os cofres vazios.