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Damasco acusa Liga Árabe de internacionalizar a crise

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Damasco acusa Liga Árabe de internacionalizar a crise

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O futuro da missão da Liga Árabe na Síria deverá ser decidido, ainda, hoje.

Seis países árabes abandonaram a equipa de observadores, depois de Damasco ter rejeitado o plano de paz da organização.

A proposta previa o afastamento de Bashar al-Assad e a criação de um governo de unidade nacional, mas foi rejeitada pelo presidente sírio.

A Liga Árabe pediu, entretanto, apoio aos membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas para que pôr em marcha o plano de paz.

O regime sírio fala de um ataque à soberania nacional e acusa a Liga de internacionalizar a crise.

O ministro dos Negócios Estrangeiros sírio considera que a organização está a tentar desenhar um futuro para o país sem ter em conta a vontade da população. Em conferência de imprensa, Walid al Mouallem disse, ainda, estar convencido que Moscovo se vai opor a qualquer intervenção estrangeira na Síria.

O Conselho de Segurança tem-se revelado incapaz de aprovar uma resolução de condenação da Síria devido à oposição da Rússia, que por coincidência ou não, acaba de assinar um contrato de venda de aviões de combate a Damasco, no valor superior a 400 milhões de euros.

A posição da Liga Árabe pode, no entanto, alterar as regras de jogo no seio do Conselho de Segurança em relação à Síria.