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Quénia: TPI acusa dois candidatos presidenciais de crimes contra a humanidade

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Quénia: TPI acusa dois candidatos presidenciais de crimes contra a humanidade

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Quatro quenianos foram indiciados por crimes contra a humanidade pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), por “coautoria indireta” nos massacres de 2007 e 2008, por ocasião das presidenciais de dezembro.

Nesse período, o Quénia foi palco de confrontos entre dois dos maiores grupos étnicos do país que resultaram na morte de mais de um milhar de pessoas e fizeram 600.000 deslocados.

“Esperei muito tempo por este momento porque fiquei bastante ferida com o que aconteceu. Tinha de haver um julgamento.”

“Só será feita justiça se os quatro acusados forem condenado e se for criado um tribunal local para julgar aqueles que queimaram casas, mataram pessoas e deixaram muitos sem nada.”

O TPI elaborou dois casos separados, um para cada grupo étnico No campo Kikuyu, o principal acusado é Uhuru Kenyatta, atual vice-primeiro-ministro e filho do primeiro presidente do Quénia. Do lado Kalenji, William Ruto é a figura mais proeminente. Ambos os acusados têm a intenção de se candidatar às eleições presidenciais de 2013.

O procurador do TPI acusa o clã de William Ruto de preparar um assalto ao poder ainda antes das eleições de 2007. Quando ao clã de Kennyata, é acusado de, em reação, organizar um plano generalizado de ataques sistemáticos para manter o poder.