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Senado francês aprova lei sobre genocídio arménio

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Senado francês aprova lei sobre genocídio arménio

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Foi aprovado, no Senado francês, o projeto de lei que prevê a penalização do negacionismo dos genocídios.

O Senado aprovou a lei com 127 votos a favor e 86 contra. É uma das leis mais polémicas dos últimos tempos, já que inclui o genocídio dos Arménios pelo Império Otomano em 1915, algo que a Turquia nunca reconheceu.

Diz a deputada Valérie Boyer, da UMP, autora do projeto: “É um momento muito importante para os direitos humanos e para a dignidade humana. Estou muito contente que a lei tenha sido aprovada e espero que possa seguir o seu curso naturalmente”.

Mas as opiniões não são unânimes. O senador socialista Jean-Pierre Sueur, presidente da Comissão das Leis, é contra: “Na Comissão das Leis, estamos persuadidos que esta lei é inconstitucional. Mais tarde ou mais cedo vamos dar-nos conta disso. Será que este debate sarou as feridas? Será que permite conhecer melhor a história? Que fez alguma coisa pelo progresso da diplomacia? Não tenho a certeza e penso que este debate ainda não está encerrado”.

A reação da Turquia foi imediata, com a suspensão da cooperação militar e das relações diplomáticas com Paris.

O primeiro-ministro Recep Tayyp Erdogan diz que o presidente Sarkozy cometeu um erro ao querer assumir um papel que pertence só aos historiadores.

Junto da comunidade arménia em França, a notícia foi recebida com grande alegria. O país tem 500 mil cidadãos de origem arménia, na maioria fruto do êxodo que se seguiu ao massacre de 1915.