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Carteis da droga infiltraram 81 por cento da economia mexicana

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Carteis da droga infiltraram 81 por cento da economia mexicana

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Apesar da guerra entre grupos rivais e, sobretudo, com o exército mexicano, o cartel dos Zetas, sem dúvida, o grupo criminoso mais sanguinário do México, não parou de se reforçar, nos últimos anos.

A tal ponto, que é hoje o cartel mais poderoso do país.

Um cartel específico, por ser composto por antigos militares, alguns deles, antigos membros da unidade de elite, especializada na luta contra os narcotraficantes. Conta ainda com polícias corruptos, vendidos aos cartéis, reciclados na violência.

Os zetas acabam de superar os seus inimigos do cartel de Sinaloa.

São atualmente os primeiros, em ocupação geográfica, controlando 17 dos estados do México. O Sinaloa. O Sinaloa tem perdido apoios, depois da prisão do seu chefe, em Junho.

Os cartéis do México fizeram 17 mil mortos, em 2011, ou seja 1400 por mês. 45 mil pessoas morreram nesta guerra, desde 2006.

2006, o ano da chegada ao poder de Felipe Calderon que lançou de imediato uma “guerra contra o tráfico de drogas”, como ele próprio prometeu.

Todos os dias, as autoridades mexicanas investem contra os cartéis. A ofensiva tem-se intensificado.

Cinco mil militares foram distribuídos por todo o país.

Mas à medida que as tropas foram chegando a todo o lado e se multiplicaram as prisões, intensificaram-se também as lutas intestinas, entre os diferentes clãs.

As mortes relacionadas com o narcotráfico não param de aumentar.

São as regras da concocorrência entre eles, mas também a neutralização daqueles que se opõem ao tráfico.

Os carteis fazem reinar o terror no México, deixando o país à beira de uma guerra civil.

Os Zetas são os mais sanguinários, especializados em assassinatos brutais, mas também nas rotas de todo o tipo de tráficos.

Poucas vozes se levantam contra eles. A revolta organiza-se na Net, com origem protegida pelo anonimato.

Em Setembro, lançaram uma ofensiva contra os Zetas. Pirateando o seu correio electrónico, os opositores ameaçam revelar identidades e os seus apoios. Três já foram executados.

A população mexicana sente-se abandonada e impotente. As marchas brancas que organiza esporadicamente, pedindo o fim da violência, têm tido resultados ilusórios.

Os sete grandes carteis infiltraram mais de 80 por cento da economia mexicana.