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Israel diz que é preciso seguir o rasto do dinheiro da União Europeia

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Israel diz que é preciso seguir o rasto do dinheiro da União Europeia

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Cerca de 55 milhões de euros. É o montante do financiamento da União Europeia em projetos da agência da ONU para os refugiados palestinianos.

O acordo foi assinado, esta quarta-feira, na Faixa de Gaza, por Catherine Ashton.

“Estou aqui para apelar à retoma das negociações, tendo em conta as necessidades do povo palestiniano” palavras da chefe da diplomacia da União Europeia

Ashton pede ao Estado hebraico que abra as fronteiras de Gaza à livre circulação de pessoas e mercadorias.

O ministro da informação israelita, Yuli Edelstein, mostra-se mais preocupado com o destino do dinheiro:

“Penso que é importante seguir o rasto do dinheiro da União Europeia, porque pode ser um poderoso instrumento em direção à paz, se for utilizado em infraestruturas, no desenvolvimento económico ou na educação. Mas pode ser contraproducente se for investido em terrorismo.”

A desconfiança mútua e a troca de acusações dificultam a retoma das negociações israelo-palestinianas.

Marwan Barghouti, o carismático dirigente da Fatah da Cisjordânia que cumpre pena de prisão perpétua em Israel lança um repto:

“Apelo à unidade do povo palestiniano para o estabelecimento de um governo de unidade nacional para que, de forma pacífica, ponha fim à ocupação. E isto é fundamental para que exista paz.”

Barghouti foi condenado a cinco penas de prisão perpétua por atentados contra o Estado hebraico, acusações que sempre negou.