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Praça Tahrir, um ano depois

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Praça Tahrir, um ano depois

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Um ano depois, a praça Tahrir volta a ser invadida por um mar de gente. Foi a 25 de Janeiro de 2011 que milhares de pessoas se reuniram neste espaço da capital egípcia para reclamar a saída de Hosni Mubarak. Dezoito dias mais tarde, a força dos protestos derrubava trinta anos de ditadura.

Uma das figuras da contestação foi Mohamed ElBaradei que, entretanto, se retirou da corrida às presidenciais, denunciando a falta de condições democráticas.

Se uns vieram para celebrar o aniversário, muitos deslocaram-se para reclamar o fim do poder militar que dizem ter confiscado a revolução.

“Estamos aqui hoje para festejar o aniversário da revolução egípcia e para homenagear os nossos mártires”, testemunha um manifestante.

“Não vim cá para festejar. Vim para continuar a revolução porque nada mudou”, critica uma jovem.

“O Parlamento deve votar a Constituição e realizar eleições presidenciais após as eleições do Conselho da Shura porque os militares estão a destruir o país”, acrescenta um egípcio.

Antigo “dia da polícia”, o 25 de Janeiro é agora chamado “dia da revolução”. Um feriado decretado pela junta militar que também reservou para hoje o levantamento parcial do estado de emergência em vigor há 30 anos no Egito. Gestos que não calam as críticas de muitos manifestantes.