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Uma disputa entre Londres e Buenos Aires.

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Uma disputa entre Londres e Buenos Aires.

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As ilhas Malvinas, em espanhol, ou as Falkand, como as baptizaram os ingleses.

A Argentina reclama a sua soberania sobre as Malvinas e outras ilhas austrais, desde Janeiro de 1833, altura em que foram ocupadas pelas tropas britânicas que expulsaram os habitantes argentinos.

Durante muito tempo, as ilhas foram unicamente consagradas à criação de gado caprino. O arquipélago é actualmente rico de recursos piscatórios e com uma reserva off shore de hidrocarbonetos.

Em 1982, a Argentina, então sob a ditadura militar, tentou recuperar as Malvinas pela força das armas. A guerra foi um malogro para Buenos Aires, que sofreu 648 mortes, contra as 255 do lado britânico.

Os Argentinos nunca esqueceram e, agora, retomaram a ofensiva, mas desta vez pela via pacífica.

O objectivo é abrir negociações bilaterais, nos termos da resolução 2056, da ONU, de 16 de Dezembro de1965, reconhecendo o diferendo entre Londres e Buenos Aires, sobre a soberania das ilhas.

O ministro do Interior da Argentina diz que a resolução ainda está em vigor:

“Nós queremos que respeitem, finalmente, a resolução das Nações Unidas, que foi aprovada pela maioria dos países no mundo, recomendando que a Grâ Bretanha se sente e discuta a soberania, mas com um ponto que, para nós, é inegociável: as Malvinas são argentinas”

A estratégia de Buenos Aires é conseguir o apoio do maior número de países americanos, para a sua causa.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros, na Costa Rica e abordou a questão:

“A União das Nações Sul-Americanas,

decidiu que aqueles barcos, com uma bandeira ilegal, são uma força de ocupação nas Ilhas Malvinas e não podem ser usados para entrar em nenhum porto dos países da União”

Depois de obtido o acordo dos países do Mercosul, a Argentina tem a adesão, quase total dos países sul-americanos, ao bloqueio das embarcações das Malvinas.

Nas ilhas, os seus 3000 habitantes parecem preocupar-se apenas com a disputa das Falklands:

“Conseguindo o bloqueio dos países do Mercosul, proibindo a entrada, nos seus portos, de embarcações do arquipélago das Malvinas, ou embarcações com bandeira das Malvinas, isso causa-nos algum problema? Devo dizer que não, realmente, não”, diz um deputado do arquipélago.

A cerca de 15 mil Km do arquipélago, o primeiro ministro britânico dava o tom, na semana passada:

“Nós apoiamos o direito das ilhas Malvinas à autodeterminação. E o que o argentinos têm dito recentemente, é muito diferente. Eu não defendo a colonização, porque estas pessoas querem continuar ingleses e os argentinos querem fazer mais qualquer coisa”.

E para marcar a sua soberania, Londres anunciou uma estadia, nas ilhas, de seis semanas, do príncipe William, um piloto do RAF, no próximo mês. O aniversário da guerra é a 2 de Abril.