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Apelo do PE para anulação de penas de morte Bielorrússia

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Apelo do PE para anulação de penas de morte Bielorrússia

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Os bielorrusos exigem o fim do poder de Lukashenko em quem acusam de abusos no Conselho da Europa em Estrasburgo. Os manifestantes querem sensibilizar os deputados europeus para a alegada violação dos direitos do homem na Bielorrússia e demonstrar que as sanções contra o país não chegam.
 
Pavel Khivuk, com 29 anos de idade, cumpriu duas penas de prisão por se manfestar contra o regime e, em 2006, acabou por se exilar em França.
 
“- Durante 17 anos manteve-se tudo na mesma. As pessoas estão contra o regime, mas dentro de casa porque, da porta para fora, têm de dizer que está tudo bem, porque se disserem o contrário ficam sem trabalho. Quer isto dizer que ninguém pode dizer nada, só se fala em casa, na cozinha, para dizer que as coisas não funcionam.”
 
 
O Parlamento Europeu aprovou ontem a resolução do estoniano Andres Herkel, que pede ao regime de Lukashenko a libertação dos presos políticos e a instauração imediata de uma moratória sobre as execuções com vista à abolição da pena de morte.
 
Andres Herkel:
 
“- Há menos libertades, menos libertades em relação à situação anterior às eleições presidenciais de dezembro de 2010. Há tantos políticos presos, ativistas dos direitos humanos, tanta gente condenada à morte a seguir a processos muito pouco convincentes. A minha conclusão é que a situação se deteriora.”
 
 
A resolução menciona as condenações à morte, em 2011, de Dmitry Konovalov e Vladislav Kovalyov, dados como culpados do atentado no metro de Minsk que fez 15 mortos em Abril do ano passado
Eles já denunciaram torturas e a defesa alega falta de provas do Ministério Público.
 
Na Bielorrússia as execuções fazem-se com uma bala na nuca.
A hora e local em que são feitas constituem um segredo de Estado. Cada vez que se abre a porta das celas, os condenados pensam que é chegadaa hora. As famílias nunca saberão quando morreram ou onde estão enterrados.
 
A mãe de de Kovalyov bate-se para provar a inocência do filho esta semana veio a Estrasburgo.

Lyubov Kovalyova:
“- O facto de não obter justiça no meu país, incitou-me a vir aqui.
 
Na Bielorrússia, vai ser muito difícil conseguir um referendo para abolir a pena de morte, por isso, se possível, queremos impor uma moratória.”
 
A Assembleia pediu às autoridades bielorrussas para não aplicarem a sentença contra Dmitry Konovalov e Vladislav Kovalyov.