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Escândalo de espionagem na Alemanha

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Escândalo de espionagem na Alemanha

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O vice-presidente do Bundestag e líder do partido Die Link encontra-se ao centro de um dossiê de 600 páginas dos serviços secretos alemães.

Segundo um documento do Ministério do Interior divulgado este mês, há sete agentes dedicados a tempo inteiro a vigiar o partido da esquerda alemã, com um custo anual de 390 mil euros.

Este deputado da maioria defende que o problema é que o partido não consegue distanciar-se de grupos que estão ligados a ações de violência, que são contra a Constituiçao como o plataforma comunista”.

A notícia provocou escândalo nos meios políticos alemães, após ter sido publicada pela revista Der Spiegel, segundo a qual 27 dos 73 deputados do partido Die Linke estão a ser vigiados pelos serviços secretos bem como 11 parlamentares regionais.

O líder parlamentar do Die Link critica: “Os protetores da Constituição ainda não perceberam que o mundo mudou. Eles não aprenderam nada com os oito homicídios cometidos pelos terroristas de extrema-direita. Eles ainda não sairam da guerra fria e não perceberam que a RDA acabou há vinte anos”.

Os serviços secretos dizem que os dirigentes do Die Linke não estão “sob vigilância”, mas apenas são “observados” através de recortes de imprensa e da leitura dos seus discursos.