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Discórdia nas indemnizações aos passageiros do Costa Concordia

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Discórdia nas indemnizações aos passageiros do Costa Concordia

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A empresa de cruzeiros Costa vai pagar uma indemnização de 11 mil euros aos passageiros do navio Concordia, naufragado há duas semanas ao largo da costa italiana.

O acordo, que não inclui as 16 vítimas mortais e centenas de feridos foi, no entanto, rejeitado por duas das principais associações italianas de defesa dos consumidores.

As duas organizações pretendem abrir um processo contra a holding norte-americana Carnival, para exigir um montante de até 125 mil euros por passageiro.

Para o presidente da associação italiana de agentes de viagens, que negociou o acordo, “as negociações foram muito complexas porque estamos a lidar com passageiros de 61 nacionalidades e tivemos que encontrar uma solução que se adequasse aos parâmetros de todos os países em matéria de indemnizações”.

O acidente de dia 13 de janeiro tinha provocado a morte de pelo menos 16 pessoas e centenas de feridos, ameaçando provocar uma catástrofe ambiental. Em Giglio os habitantes mostram-se preocupados com o impacto do acidente na principal atividade da ilha – o turismo.

“Lamentamos a tragédia e gostaríamos que todos os passageiros tivessem sido salvos. Mas surgem agora outros problemas que afetam a maioria da população que vive exclusivamente do turismo. Aqui não temos fábricas nem outra forma de sustento”.

As operações para extrair as mais de 2300 toneladas de combustível dos tanques do navio deverão ser iniciadas amanhã e deverão durar cerca de um mês.

As autoridades examinam também a melhor forma de remover a embarcação de 45 mil toneladas.