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Famílias e associações pedem contas à justiça espanhola

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Famílias e associações pedem contas à justiça espanhola

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Uma petição com cerca de 90 mil assinaturas foi entregue, esta sexta-feira, ao Ministério Público espanhol.

O objetivo: garantir que os recém-nascidos que começaram a ser roubados durante a ditadura franquista não vão ser esquecidos.

Durante décadas, os bebés foram tirados a centenas de mães biológicas e vendidos a outras famílias. E reencontrá-los é tudo menos fácil:

“Fizemos uma denúncia com os papéis que recolhemos porque nem no registo civil, nem na maternidade existe qualquer informação, não nos deram nada” afirma uma espanhola.

Até ao momento foram confirmados 1.400 casos, mas a Associação Nacional dos Afetados pelas Adoções Irregulares (Anadir) estima que 300 mil crianças possam ter sido separadas das famílias.

“Consideramos que o melhor é criar uma comissão para que investigue estes casos, paralelamente à procuradoria” sustenta David Serra, advogado da Anadir.

Aquilo que começou com uma investigação a adoções irregulares depressa se tornou numa rede de tráfico ilegal de bebés.

Há registo de que esta situação tenha persistido durante décadas. Os mais recentes remontam aos anos 90.