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Afeganistão: a retirada estratégica de Sarkozy

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Afeganistão: a retirada estratégica de Sarkozy

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O presidente francês anunciou ontem que vai antecipar a retirada dos 3.600 militares do país do Afeganistão.

Uma decisão que, em plena pré-campanha para as presidenciais francesas de Maio, é vista como estratégica, sobretudo ao nível político.

Um milhar de soldados deverá abandonar o país até ao final do ano, o restante contingente será retirado até 2013, um ano antes da maioria das tropas da coligação internacional.

Um residente de Cabul mostra-se inquieto com esta decisão precipitada, “a comunidade internacional tem de continuar a ajudar o Afeganistão para assegurar a paz e a estabilidade no território. Sem esta ajuda será impossível atingir os objetivos da missão internacional”.

O anúncio de Sarkozy ocorre depois do candidato presidencial socialista, François Hollande, ter prometido retirar as tropas do Afeganistão em 2012.

Um analista político afegão considera que, “o novo calendário da retirada militar francesa é antes de mais uma decisão política de Sarkozy que não é realista. A situação no Afeganistão é ainda bastante precária e as nossas tropas estão longe de garantir a segurança no território”.

Quatro militares franceses tinham morrido há uma semana durante uma sessão de formação do exército afegão.

Um incidente que aumenta a impopularidade da missão junto da população francesa. Sarkozy anunciou, no entanto, que apesar da retirada, os formadores militares franceses vão prosseguir no Afeganistão, pelo menos até 2014.