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Grécia tenta acordo com os bancos sob pressão dos credores ínstitucionais

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Grécia tenta acordo com os bancos sob pressão dos credores ínstitucionais

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Atenas estará próxima de um acordo com os credores privados para apagar uma parte substancial da dívida, mas está também sob a pressão dos credores institucionais.

O esforço dos bancos deverá permitir reduzir a dívida a níveis mais suportáveis. Após as reuniões deste sábado, tanto o Instituto da Finança Internacional como o governo grego utilizaram um discurso otimista, declarando-se próximos do acordo que deverá ser finalizado na próxima semana.

Sem a aprovação deste plano, a Grécia não poderá pagar em março os 14,5 mil milhões de euros das antigas obrigações.

O ministro das Finanças, Evangelos Venizelos, apela à unidade:

“Nada deve ser feito que aprofunde a recessão. Devemos fazer tudo o que acabe com a recessão e permita um novo ciclo de crescimento. Os próximos dias serão determinantes para a próxima década. O que acontecer agora terá uma importância histórica e devemos trabalhar todos juntos”.

O primeiro-ministro, Lucas Papademos, reúne-se este domingo com os líderes dos partidos políticos para pedir o apoio. Uma exigência da troika, e de alguns países como a Alemanha, que querem garantias de todos os atores políticos e um direito de vigilância sobre as políticas e as reformas do governo para desbloquear a ajuda de 130 mil milhões de euros aprovada em outubro.

Mas a perspetiva da perda de soberania está a pôr a Grécia, de novo, em cólera.