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Greve geral na Bélgica, aumento dos custos para obter liquidez em Portugal, queda do crescimento económico em Espanha. Apesar das críticas de que a austeridade está a matar a esperança na União Europeia, os chefes de Estado e de governo reuniram-se, em Bruxelas, com o propósito de obter um acordo sobre um pacto de disciplina orçamental, mas há vozes céticas sobre se cumprirá os objetivos.

“Não vai resolver a atual crise do euro, porque se foca apenas na disciplina orçamental. Mas para resolver a crise temos de lidar com a questâo da solidariedade, de como poderemos mutualizar a dívida e baixar as taxas de juros”, afirma o eurodeputado Guy Verhofstadt, líder da Aliança dos Liberais e Democratas.

São as chamadas euro-obrigações, de que a Alemanha não quer ouvir falar, preferindo sanções contra défices excessivos e um novo mecanismo europeu de resgate permanente com 500 mil milhões de euros.

Já o objetivo do crescimento e emprego deverá passar por novas políticas ao nível da juventude, de ajuda às pequenas e médias empresas e do aprofundamento do mercado único.

“Gostaria que depois desta cimeira, se cristalizasse a ideia de que a Europa não tem outra opção senão consolidar as finanças públicas e direcionar também os seus esforços para aumentar o crescimento e o emprego”, disse Jean-Claude Juncker, primeiro-ministro do Luxembrugo, que é também presidente do Eurogrupo.

Apesar da menção ao crescimento, fica claro que a Europa quer dar provas aos mercados financeiros de que a prioidade é resolver a crise da dívida soberana. Isto sobretudo com o agudizar da situação na Grécia, que ainda não chegou a acordo com os credores privados sobre perdão de parte da sua dívida e que poderá entrar em bancarrota em meados de Março.

“As negociações decorrem em ritmo lento no Conselho da União Europeia. Os 27 membros pretendem terminar a noite com pelo menos um acordo sobre o pacto orçamental. Quanto à situação delicada da Grécia tal deverá ser remetido, de acordo com informações não confirmadas, para uma cimeira especial em meados de fevereiro”, explica a correspondente da euronews em Bruxelas, Margherita Sforza.

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