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"Indisciplina" grega ensombra cimeira da UE para o crescimento

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"Indisciplina" grega ensombra cimeira da UE para o crescimento

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Os chefes de Estado e de governo da União Europeia reuniram-se, em Bruxelas, para uma cimeira informal ensombrada pela espiral de crise na Grécia, que ainda não conseguiu chegar a acordo com os credores privados.

A Alemanha terá sugerido que o governo de Atenas fosse tutelado por um comissário europeu, o que causou indignação na Grécia. Mas a chanceler alemã, Angela Merkel tenta acalmar os ânimos, dizendo que o debate deve centrar-se “em como é que a Europa pode ajudar a Grécia a cumprir as tarefas que lhe foram atribuídas. Mas isso só funciona se a Grécia e outros Estados membros dialogarem. Não quero alimentar polémicas, mas sim ter uma discussão que conduza ao sucesso.”

A situação na Grécia não estava na agenda oficial da cimeira, mas sim a combinação de dois objetivos ambiciosos, sublinhados por

Helle Thorning-Schmidt, primeira-ministra da Dinamarca, país que preside à UE: “É muito importante que tenhamos uma nova disciplina nas economias em toda Europa e, em segundo lugar, precisamos de discutir o crescimento e o emprego na Europa”.

O objetivo da disciplina contará com dois novos tratados: um sobre o pacto de controlo orçamental e outro sobre o novo fundo de resgate. Mas há vozes que os acham insuficientes: “Não vai resolver a atual crise do euro, porque se foca apenas na disciplina orçamental. Mas para resolver a crise temos de lidar com a questão da solidariedade, de como poderemos mutualizar a dívida e baixar as taxas de juros”, afirmou

o eurodeputado Guy Verhofstadt, líder da Aliança dos Liberais e Democratas para a Europa.

Já o objetivo do crescimento e emprego deverá passar por novas políticas ao nível da juventude, de ajuda às pequenas e médias empresas e do aprofundamento do mercado único. Mais de 23 milhões de pessoas estão à procura de trabalho na Europa, que está à beira da recessão.