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O pesadelo chamado zona euro

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O pesadelo chamado zona euro

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A zona euro vive um momento crítico e é neste contexto difícil que os dirigentes europeus tentam avançar com as medidas para salvar a moeda única, relançar o crescimento e fomentar o emprego.

A Grécia é o caso mais preocupante, com o impasse nas negociações para a reestruturação da dívida. A Alemanha quer colocar Atenas sob tutela orçamental e há rumores de que é preciso mais dinheiro do que era previsto.

Desde a cimeira de dezembro, a situação agravou-se.

A Grécia está à beira da bancarrota. A Espanha avança para a recessão. Portugal vê aumentar a pressão e as especulações de um segundo plano de resgate. A cautela prevalece em relação a Itália, apesar da queda nas taxas de juro da dívida, e houve a degradação da nota da França e de 14 países da zona euro.

Antes da cimeira em Bruxelas, Madrid anunciou que a economia deu mais um passo para a recessão. No ano passado o PIB espanhol cresceu apenas 0,3% e as medidas de austeridade do governo não permitem expectativas animadoras este ano.

Juan José Toribio, professor de Economia, garante que têm “pela frente um longo período de ajustamento económico, que será menor se formos corajosos o suficiente para implementar as reformas estruturais necessárias, por isso a nossa saída pode ser mais enérgica”.

A situação portuguesa também não é animadora. Lisboa assiste impotente à escalada das taxas de juros e dos indicadores de risco da dívida nacional, apesar da intervenção do Banco Central Europeu. Há quem garanta que Portugal caminha no trilho da Grécia e vai precisar de mais um plano de resgate.