Última hora

Última hora

A defesa de Garzón: "crimes do franquismo são crimes contra a humanidade"

Em leitura:

A defesa de Garzón: "crimes do franquismo são crimes contra a humanidade"

Tamanho do texto Aa Aa

A justiça espanhola vai dar seguimento ao processo contra o juiz Baltazar Garzón por violação da lei de amnistia, aprovada após o fim da ditadura.

Na primeira audiência do novo processo contra o magistrado, Garzón defendeu a decisão de investigar os crimes do franquismo, afirmando que se tratam de “crimes contra a humanidade” que não perscrevem.

O juiz lembrou ainda que agiu a pedido dos familiares das mais de 100 mil pessoas desaparecidas durante a guerra civil e a ditadura espanholas.

“Digo que se trata de um crime permanente, que não perscreve, cujos efeitos se prolongam no tempo e que segundo a doutrina do Supremo Tribunal Espanhol, dos tribunais europeus e do Tribunal Inter-Americano dos Direitos Humanos, persiste até que se ponha fim às suas consequências”.

No exterior da sala de audiência, centenas de familiares das vítimas da ditadura manifestaram-se em apoio ao juiz.

O processo prossegue, na quarta-feira, com a deposição de 22 testemunhas de defesa de Garzón. Tratam-se de familiares das vítimas do franquismo que criticam o pacto de silêncio sobre os crimes da ditadura e exigem o direito de exumar os restos mortais dos seus parentes, enterrados em centenas de fossas comuns.