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Egito indignado e sem tempo para luto

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Egito indignado e sem tempo para luto

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O dia seguinte à tragédia do estádio egípcio foi de dor, revolta, e mais confrontos. No Cairo as forças da ordem bombardearam os manifestantes com gás lacrimogénio, em frente ao ministério do Interior

Mas em todo o país os egípcios mostram que estão zangados, defendem a inocência das gentes de Port Said e repetem a tese da conspiração como disso dependesse a liberdade a que aspiram.

Nas faixas e nas palavras de ordem, exigem um Egito livre e assumem que o que se passa “é uma vergonha”.

Os adeptos rivais fizeram uma trégua e uniram-se para acusar a polícia de assistir, impávida, ao massacre no estádio.

Os três dias de luto nacional decretados em homenagem das 74 vítimas mortais dos ataques não vão chegar para apaziguar a revolta:

“Não foi a população de Port Said que fez isto, aqui somos todos irmãos, não nos magoamos entre nós, foram uns bandidos”.

Num jogo de futebol entre o Al Masry e o Al Ahly, de Manuel José e Pedro Barny, as ameaças e empurrões começaram logo no início. As agressões, que foram confundidas, ao longe, com lutas entre claques, rapidamente se transformaram numa batalha violenta, sangrenta, oerante o olhar impávido dos agentes de segurança presentes. A invasão do campo e a fuga das equipas tégnicas e de jogadores deram-se ao mesmo tempo que os assaltos aos vestiários e a continuação do massacre.

O ministro egípcio da Saúde, Hesham Sheiha, confirmou que este é o maior desastre da história do futebol egípcio.