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O que fazer quando tudo falha?

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O que fazer quando tudo falha?

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O mundo do futebol está em estado de choque depois dos acontecimentos de Port Said e que custaram a vida a 74 pessoas.
 
As medidas de segurança para o encontro estiveram longe de ser suficientes, Joseph Blatter, no entanto, não se pode apontar o dedo ao desporto rei.
 
O presidente da FIFA realça que o futebol viveu um dia negro, mas acrescenta que o Egito se encontra numa situação delicada e não é preciso muito para incendiar os ânimos, acrescentando que num desporto com tanta paixão como o futebol é impossível garantir total segurança.
 
Há muito que futebol e violência andam de mãos dadas, e apesar de nos últimos anos os confrontos entre adeptos terem diminuído, os acontecimentos no Egito apenas vieram mostrar que o hooliganismo está bem vivo.
 
Tragédias como a do estádio de Heysel em 1985 tiveram o condão de mudar a face do futebol, mas pelos vistos não foi suficiente.
 
A venda de bebidas alcoólicas é agora proibida, ou pelo menos bastante limitada, na maioria dos recintos desportivos na Europa, mas isso não impede as cenas de violência nas ruas.
 
Já as câmaras de vigilância pouco ou nada podem fazer quando são os próprios adeptos quem vai ao estádio de cara tapada.
 
Realizar encontros com as bancadas vazias é uma opção que tem colhido adeptos ultimamente mas que pouco ou nada agrada aos jogadores, que se veem obrigados a jogar num recinto sem alma.
 
Ao longo dos anos foram tomadas várias medidas, umas mais eficazes que outras, mas ainda há muito trabalho por fazer. Ideal seria conseguir limitar o acesso às bancadas aos verdadeiros adeptos do desporto.