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Pai de Litvinenko diz que ex-espião russo era um "traidor"

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Pai de Litvinenko diz que ex-espião russo era um "traidor"

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O pai do espião russo Alexandre Litvinenko diz que o filho era um “traidor” e merecia ter sido “fuzilado” por ter colaborado com os serviços secretos britânicos.

Litvinenko foi envenenado com polónio radiativo em Novembro de 2006, aos 43 anos, acabando por morrer num hospital de Londres.

A viúva do antigo espião tinha admitido, em Outubro do ano passado, que o marido trabalhou como consultor para o MI6.

Desde a residência em Montemarciano, uma pequena cidade no centro de Itália, o pai de Litvinenko disse, numa entrevista a uma televisão russa, que vive na miséria e pediu perdão por ter acusado o Kremlin.

Valter Litvinenko suplicou ao primeiro-ministro russo Vladimir Putin que perdoe os seus “atos de difamação”, sublinhando que “se soubesse antes que o filho trabalhava para os serviços secretos britânicos, nunca se teria exprimido sobre a sua morte”. O pai do antigo espião pediu ainda à Rússia que o ajude a “voltar para casa”.

O pai de Alexandre Litvinenko pediu por várias vezes às autoridades italianas, sem sucesso, o estatuto de refugiado político.