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Egito: um regime militar fora de jogo

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Egito: um regime militar fora de jogo

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O Egito volta a ser palco de uma nova revolta, após os violentos distúrbios durante um jogo de futebol na quarta-feira.

Centenas de pessoas tomaram as ruas em torno do ministério do Interior para protestar contra o poder militar, que acusam de ser responsável pela morte de 74 pessoas no estádio de Port-Said.

Pelo menos um manifestante morreu e mais de seiscentos ficaram feridos depois da polícia ter tentado dispersar vários protestos no Cairo, um dos quais contra uma esquadra de polícia.

“Eu sou de Al Atras, sou um adepto da equipa Al-Ahly do Cairo e penso que a polícia é a principal responsável do que se passou. Habitualmente somos revistados à entrada dos estádios, mas desta vez não foi feito qualquer controlo”.

“Os distúrbios não foram um acaso, foram organizados. O conselho militar é responsável pelo que se passou pois prometeu garantir a segurança nos jogos da liga. Têm de se demitir, não são pessoas de confiança”.

À semelhança do que se passou durante os protestos contra Mubarak, 28 organizações democráticas convocaram uma “jornada de ira” para esta sexta-feira.

Milhares de pessoas deverão concentrar-se frente ao edifício do parlamento, atualmente dominado pelos islamitas, para exigir o fim do regime militar.