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Frio polar faz redobrar cuidados com sem-abrigo de Bruxelas

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Frio polar faz redobrar cuidados com sem-abrigo de Bruxelas

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Tal como no resto da Europa, também a Bélgica foi afetada pela onda de frio siberiano que fez descer os termómetros de Bruxelas para 12 graus negativos durante a noite.

Razão acrescida para temer pelo bem-estar dos sem-abrigo da cidade, pelo que uma equipa de reportagem da euronews acompanhou voluntários da Cruz Vermelha e assistentes sociais de organismos públicos que prestam ajuda aos mais desprotegidos.

Roupas, alimentos quentes e palavras de conforto para pessoas que não têm condições para manter uma casa, mas que por variadas razões também recusam ir para albergues e centros de acolhimento.

“Dou muito valor à minha independência. E quando estou nesses sítios, há pessoas que me dizerm para para fazer isto e aquilo…”, disse um dos sem-abrigo que não abdica desta “liberdade”.

Uma posição respeitada pelo voluntário da Cruz Vermelha que o visita: “Respeitamos o fato de não quererem ir para um centro de acolhimento e passamos algum tempo a falar com eles. Conversamos, há uma partilha de impressões que pode durar tanto 10 minutos, como um quarto de hora, ou mais”.

Por seu lado, Jean-Félix, que coordena uma equipa de enfermeiros da SAMU (entidade pública) e que tem um registo de pelo menos 2000 sem-abrigo, diz que, na realidade, vivem nas ruas de Bruxelas entre três mil e quatro mil pessoas.

“É uma situação que começa a atingir outras camadas da população. Há pessoas que trabalham, que fazem pequenos biscates em part-time, mas que vivem nas ruas porque não conseguem pagar uma renda de 500 euros em Bruxelas”, explicou à euronews.