Última hora

Última hora

Primavera árabe custou 56 mil milhões de dólares

Em leitura:

Primavera árabe custou 56 mil milhões de dólares

Tamanho do texto Aa Aa

O Líbano não viveu a “primavera árabe” mas sofreu as consequências. Por um lado, muitos fizeram regressar os investimentos ao Líbano, confiando no sistema bancário, mas a economia sofreu com a queda do turismo e a subida dos preços do petróleo. O crescimento do PIB foi de 1,5% no ano passado, contra a média superior a 8% nos três anos precedentes.

Mas os custos económicos da “primavera árabe” continuam a somar-se devido à incerteza que ainda reina, como defende Raed H. Charafeddine, primeiro vice-governador do Banco Central do Líbano, numa entrevista à euronews: “Cada um desses países encontrou diferentes perspetivas e diferentes problemas, porque não há similitudes entre eles. Apesar de pertencerem todos à região do Médio Oriente e norte de África (MENA), à região árabe, têm sistemas políticos e economias diferentes. É por isso que o impacto económico foi diferente em cada um deles. Mas não há muito investimento a ser feito e o número de turistas afundou, por isso, o futuro continua a ser incerto para todos esses países”.

Segundo as estimativas, a “primavera árabe” custou mais de 56 mil milhões de dólares. Mas enquanto se afundavam economias como a egípcia ou a tunisina, havia países como os do Golfo que ganhavam graças ao petróleo.