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"Moscovo e Pequim terão sangue sírio nas mãos"

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"Moscovo e Pequim terão sangue sírio nas mãos"

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Voto a voto, o Conselho de Segurança da ONU esteve perto do consenso. Mas a Rússia, logo seguida da China, vetou o projeto de resolução contra o governo sírio e a violenta repressão que este tem exercido sobre o seu povo.

As reações não foram de contenção diplomática: a embaixadora americana Susan Rice declarou mesmo que Moscovo e Pequim vão passar a ter “sangue sírio nas mãos.”

O representante russo nas Nações Unidas, Vitaly Churkin, defendeu a sua posição desta forma: “O projeto de resolução, tal como estava, não refletia a realidade síria (…). Os autores da resolução não levaram em conta a reformulação que propusemos, que apelava à oposição síria para que se distancie dos grupos extremistas responsáveis por atos de violência, e incitava os Estados Unidos e outros países influentes, a porem cobro a esses mesmos atos.”

A Rússia é um aliado tradicional do regime de Bashar Al-Assad, com quem mantém estreitas relações comerciais, incluindo a venda de armas.

Em Munique, Hillary Clinton foi bastante específica: “bloquear esta resolução é compactuar com o horror que está a acontecer na Síria.”

A secretária de Estado americana voltou a salientar que é preciso “agir” rapidamente, porque dia a dia se agrava o risco de guerra civil.