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Ucrânia: Desperdício de gás

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Ucrânia: Desperdício de gás

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Ao mesmo tempo que o mercúrio dos termómetros na capital da Ucrânia desce para os 16 graus negativos, peritos alertam para o facto de o país poder facilmente utilizar apenas metade do gás que gasta, se as casas tivessem um isolamento térmico eficiente.

Aquele país luta com dificuldade para fazer face às pesadas faturas do gás russo que chegam a ser um obstáculo enorme nas negociações com o Fundo Monetário Internacional.

“Se no setor público reduzirmos para metade o consumo de gás natural no aquecimento – estes números são reais – a Ucrânia poderia viver sem importações de gás e ainda sobrariam 5 mil milhões de metros cúbicos que poderiam ser transferidos para as carências da economia”, sublinhou um especialista em poupança de energia.

Outro dos problemas apontado pelos especialistas é o facto de em vinte anos de independência pouco ou nada ter sido feito para alterar a arcaica

estrutura energética herdada do regime soviético.

“Apesar dos aumentos do preço, o consumo de

energia no setor residencial não mudou. Está exatamente ao mesmo nível de há 20 anos atrás.

Existe assim muito espaço para economizar. Facilmente se pode chegar a uma poupança de 50 por cento”, concluiu um gestor de projetos de uma organização internacional.

Entretanto as habituais trocas de acusações continuam.

A Ucrânia acusou a Rússia de fornecer à Europa quantidades inferiores às previstas nos contratos, e a companhia russa Gazprom, pelo seu lado, acusou as autoridades ucranianas de desviarem gás que deveria seguir para a Europa.