Última hora

Última hora

Rússia e China contra todos menos Bashar Al Assad

Em leitura:

Rússia e China contra todos menos Bashar Al Assad

Tamanho do texto Aa Aa

“Um veto vergonhoso” ou “uma licença para matar”, foram algumas das reações internacionais à decisão da China e da Rússia de bloquear uma nova resolução da ONU contra a Síria.

Como na votação de Outubro, os dois aliados e parceiros económicos de Damasco foram os únicos a defender Bashar Al Assad no Conselho de Segurança da ONU.

“Um veto vergonhoso” para os Estados Unidos, um gesto que para a embaixadora norte-americana na ONU põe em causa um texto apoiado também pela Liga Árabe.

Para a Rússia, “o ocidente continua a não tentar obter um consenso”. O ministro dos negócios estrangeiros Sergei Lavrov viaja terça-feira a Damasco para reunir-se com o presidente Al Assad.

O embaixador russo na ONU respondeu às críticas norte-americanas, “acusam-nos de tentarmos reescrever a proposta da Liga Árabe que foi aprovada há meses. Mas desde então que a situação evoluiu e agora vemos claramente que os grupos armados sírios ocupam o terreno de cada vez que os militares se retiram. E o Conselho de Segurança não é obrigado a repetir à letra as resoluções aprovadas por organizações regionais”.

“Uma licença para matar concedida a Bashar Al Assad”, foi assim que a oposição síria acolheu a notícia do veto russo e chinês, dias depois do bombardeamento da cidade de Homs ter provocado pelo menos 230 mortos.

A revolta da oposição foi exprimida durante os funerais das centenas de vítimas em Homs e num novo ataque de ativistas contra uma embaixada síria no exterior, desta feita na Austrália.

O conselho nacional sírio apelou aos países da Liga Árabe a não esperarem pela ONU para imporem sanções económicas imediatas contra a Síria.