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Confrontos prolongam-se no Cairo entre apelos a "desobediência civil"

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Confrontos prolongam-se no Cairo entre apelos a "desobediência civil"

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As imediações do ministério do Interior, no Cairo, voltaram a ser esta manhã palco de confrontos entre manifestantes e as forças de segurança egípcias.

As autoridades são acusadas de passividade face aos violentos confrontos que fizeram 74 mortos na passada quarta-feira, num jogo de futebol em Port Said.

As manifestações e subsequentes confrontos que se prolongam desde quinta-feira fizeram doze mortos e 2500 feridos no Cairo e na cidade de Suez.

Estudantes universitários e grupos de militantes pró-democracia apelaram a greves e ações de “desobediência civil” para marcar o aniversário da queda de Hosni Mubarak, no próximo dia 11.

Um manifestante diz que “a desobediência civil deve ser implementada se o conselho militar se mantiver inflexível. Há um calendário para o período em que se manterá no poder e deve responder às exigências do povo”.

Os Estados Unidos dizem estar “profundamente inquietos” com os relatos na imprensa egípcia de que dezenas de militantes associativos – incluindo 19 norte-americanos – podem ser levados perante a Justiça, acusados de financiamento ilegal de ONGs.