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Crise europeia ameaça economia chinesa

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Crise europeia ameaça economia chinesa

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A China pode tornar-se ainda este ano o maior mercado para as exportações europeias. A constatação é do embaixador da União Europeia na China, Markus Ederer, numa altura em que Pequim estimula o consumo interno para diminuir a dependência económica do mercado externo.

As exportações da Europa para a China cresceram, em 2011, quase 26 por cento. Enquanto as importações aumentaram menos de 15.

Em 2010, a União Europeia representou 17% da balança comercial chinesa, à frente dos Estados Unidos, com 13,6 por cento, e do Japão com menos de 11 por cento.

Mas os chineses querem reduzir a dependência do mercado europeu. O relatório do Fundo Monetário Internacional é claro: um agravamento da crise europeia poderia reduzir para metade o crescimento da economia chinesa, que este ano deverá crescer 8,2 por cento.

Até agora, Pequim pediu medidas urgentes e recusou comprometer-se em ajudar financeiramente os europeus. Mas o primeiro-ministro Wen Jiabao reconhece que “ajudar a estabilizar o mercado europeu é ajudar a própria China”.