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Crise do euro sublinha lacunas do Tratado de Maastrich

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Crise do euro sublinha lacunas do Tratado de Maastrich

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Arquiteto do Tratado de Maastrich, Jacques Delors já defendia há 20 anos a coordenação das políticas económicas dos estados-membros.

O caminho não foi seguido e um antigo conselheiro do governo alemão reconhece que isso se reflecte na atual crise: “É certo, por um lado, que precisamos fazer algo contra a crise da dívida soberana. Durante anos, subestimámos o facto da dívida soberana potenciar a crise financeira. Por outro lado, precisamos de refletir sobre medidas que criem o necessário crescimento económico e emprego”, disse Joachim Bitterlich, que trabalhou com o chanceler Helmut Kohl.

Quando foi assinado em 1992, o Tratado de Maastrich revelava a ilusão de que criar um mercado único, com uma moeda igual para todos, era suficiente. Agora, um novo pacto de disciplina obriga a cedências de soberania nacional, impensáveis na altura.

“A fraqueza de Maastricht deve-se ao já bem conhecido diferendo entre a França e a Alemanha sobre uma governação económica”, refere Joachim Bitterlich.

O entusiasmo face a uma potencial nova moeda forte europeia esbateu-se duas décadas depois. Em profunda crise, o euro tenta hoje sobreviver às dores da idade adulta.