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Governo espanhol reforma mercado de trabalho

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Governo espanhol reforma mercado de trabalho

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Esta é uma semana decisiva para o emprego em Espanha: na próxima sexta-feira, o governo de Mariano Rajoy vai anunciar a reforma do mercado de trabalho. Com mais de cinco milhões de desempregados, a prioridade – segundo a ministra Fátima Báñez, é travar a destruição de empregos, nomeadamente, evitar que as empresas recorram ao licenciamento como variável de ajustamento.

Uma tarefa gigantesca devido à progressão do desemprego em Espanha, depois de 2008. O país iniciou o ano de 2012 com 5,2 milhões de desempregados ao mesmo tempo que a recessão se agrava.

Em Villacañas, com pouco mais de 10 mil habitantes, perto de Toledo, passou-se do pleno emprego para 23% de dempregados. As fábricas locais produziam 70% das portas em Espanha. A Visel tinha 800 empregados e acaba de fechar, tal como metade das fábricas da cidade, como atesta o gerente, Raimundo García:

“- Chegámos a vender um milhão de portas por ano. Íamos a reboque da expansão imobiliária.”

Só que a chamada “bolha” explodiu. A crise terminou com 2,7 milhões de empregos em Espanha, 55% dos quais na construção civil. Rapidamente, muitos ficaram sem emprego e sem formação, por terem abandonado os estudos para trabalhar quando era fáci le tudo apontava para o crescimento económico.

Assim, em Villacañas, 93 trabalhadores em cada 100 não frequentaram ou terminaram, sequer, o ensino obrigatório. Com o desemprego o problema tornou-se visível. Os cursos de alfabetização estão a ser mais procurados do que nunca.

O executivo espanhol também anunciou uma reforma da formação profissional nos próximos meses. O objetivo é garantir o acesso do trabalhador à formação profissional ao longo da vida.