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Grécia: Os pontos do desacordo

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Grécia: Os pontos do desacordo

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Há dois anos que os europeus tentam salvar a Grécia da bancarrota mas, após um primeiro plano de resgate, Atenas está numa situação ainda pior. A dívida ascende agora a 160% do PIB, a economia afundou e em março tem de pagar mais de 14 mil milhões de euros de dívida. Precisa urgentemente do novo plano de ajuda de 130 mil milhões de euros.

Em Bruxelas procura-se evitar uma tragédia grega.

José Manuel Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, garante que “os custos do incumprimento e de uma eventual saída de Atenas da zona euro seriam mais elevados do que os custos de continuar a apoiar a Grécia. É preciso também que a Grécia se comprometa, de forma clara e sem ambiguidade, a fazer esforços para os ajustes necessários, que são exigentes, mas que podem dar frutos a médio prazo”.

A “troika” exige medidas muito duras e nenhum dos partidos gregos quer ficar comprometido com mais austeridade a escassas semanas das eleições.

Os credores internacionais exigem o despedimento de 150 mil funcionários públicos até 2015 e já 15 mil este ano. A isto juntam-se cortes de 20% no salário mínimo e nas pensões e o fim dos subsídios de férias.

Há depois a recapitalização dos bancos. Em troca do perdão de parte da dívida, querem 40 mil milhões de euros de liquidez, mas o governo exige a emissão de ações para garantir retorno do investimento.

Mas será que tudo isto vai salvar a Grécia? Muitos analistas não acreditam e dizem que “é uma questão de tempo” até que a Grécia saia da zona euro.