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Vaga de frio que mata

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Vaga de frio que mata

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A vaga de frio que atinge a Europa já fez 360 vítimas e deve manter-se durante uma semana ou memos dez dias.

A Ucrânia é o país onde as críticas sobem de tom à medida que desce a temperatura e que se prolonga esta vaga de frio polar. O elevado número de mortos, mais de 135, rapidamente foi associado à falta de medidas para proteger os sem abrigo.

Casos como o de Vasyl, que vive na rua, têm desfechos dramáticos… Ele mesmo admite que lhe deram dinheiro por descarregar umas caixas e que o gastou em álcool e ficou ébrio. A primeira neve chegou

e ele já estava em hipotermia quando o levaram para o hospital de ambulância.

Os ucranianos consideram que o problema dos que vivem na rua cabe ao Estado que devia, pelo menos, decretar um dia de Luto Nacional, além de implementar medidas de proteção eficazes.

Um vereador da Câmara de Kiev, defende o contrário:

“- Não há funerais oficiais nem luto nacional. Para isso teriam de se investigar as responsabilidades pelas mortes.”

Toda a Europa sofre com este frio siberiano: Dos 40° graus negativos da República Checa, 35° negativos num dos cantões suíços, passando pelos 10° a 20° negativos de França e da Alemanha…

A organização mundial de meteorologia avisa que “os valores atuais de oscilação ártica vão começar a baixar daqui a duas ou três semanas. Mas podemos esperar que a vaga de frio se amenize já a partir da próxima semana”.

A descida brutal da temperatura da Europa provocou uma emergência energética.

A França é um dos países mais afetados. Quanto aos sem abrigo,a s ONG’s e o Estado implementaram medidas de emergência, mas o consumo doméstico de eletricidade está nos níveis máximos, como atesta o centro europeu de movimentações elétricas na Europa.

François Boulet, diretor geral da Coreso, Bruxelas:

“- A situação da França é crítica porque o aquecimento das casas é, principalmente, elétrico, por isso o consumo disparou.”.

Há prédios em Lyon, que estão sem aquecimento, nomeadamente um, num bairro social de Duchère/Écully, apesar dos 18 graus negativos na manhã desta terça-feira.

“Este frío é insuportável, principalmente para os filhos. Os pobres encolhem-se a um canto, cobertos de roupa e não se mexem.”


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