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Marie-Pierre Allié, presidente da organização não-governamental Médicos sem Fronteiras, acusou hoje o regime sírio de utilizar a medicina como arma de perseguição.

Baseando-se em testemunhos de pacientes e médicos, a organização refere em comunicado que os feridos e os médicos são perseguidos e correm o risco de serem detidos e torturados pelos serviços de segurança.

A maior parte dos feridos não vai para hospitais públicos com medo de ser torturada ou detida e os médicos tratam os feridos em locais improvisados, apartamentos ou quintas.

Ainda segundo informações recolhidas pela organização, os serviços de segurança chegam a atacar e destruir hospitais móveis.

Há vários meses que a Médicos sem Fronteiras tenta em vão obter autorizações oficiais para trabalhar na Síria.

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