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Baltasar Garzón "derrubado" pela justiça espanhola

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Baltasar Garzón "derrubado" pela justiça espanhola

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O Supremo Tribunal espanhol condenou o juiz Baltasar Garzón a 11 de interdição de exercício da magistratura.

Garzón estava acusado dos delitos de prevaricação e atentado contra as garantias constitucionais por ter ordenado escutas de comunicações num caso de corrupção.

Após a leitura da sentença, o ministro da justiça, Alberto ruiz Gallardon, declarou:

“Não fazemos leituras políticas. O governo, neste como noutros casos em que a justiça se pronuncie não fará nunca nenhum tipo de leitura política. Só há uma leitura possível, que é exclusivamente o respeito absoluto pelas decisões do poder judicial”.

O Supremo Tribunal considera que o magistrado adotou uma resolução que restringiu o direito de defesa, tendo mantido na prisão os principais acusados, assim como os advogados do caso de corrupção entre políticos e empresários que ficou conhecido como Caso Gurtel.

O juiz Baltasar Garzón tinha-se tornado um símbolo no combate à corrupção, ao terrorismo e aos crimes das ditaduras latino americanas.

Um dos advogados de acusação afirma que “uma pessoa que fez tanto pela humanidade, também deve ser perseguido quando comete crimes. A parte triste é que ele recebeu tantas medalhas pela sua luta contra a violação dos Direitos Humanos e foi o primeiro a violar direitos humanos, como o direito às comunicações privadas e à defesa”.

A sentença põe fim à carreira do homem que ficou conhecido internacionalmente pela perseguição a Augusto Pinochet.

E a descida ao inferno ainda não terminou. Dois outros casos esperam julgamento: um por violação da lei da amnistia na investigação dos crimes do franquismo e outro por suspeita de ter recebido luvas do Banco Santander.

A Plataforma “Solidários com Garzón” que agrega organizações de memória histórica e familiares das vítimas do franquismo, convocou para esta noite uma manifestação na Puerta del Sol, em Madrid, para apoiar o magistrado caído nas malhas da justiça.