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Não haverá ajuda direta à Grécia, mas o Banco Central Europeu poderá participar na reestruturação da dívida helénica abrindo mão dos lucros obtidos com os títulos gregos que detém.

A ideia foi defendida por Mario Draghi, após a reunião do BCE, esta quinta-feira, que decidiu manter inalterada a taxa de juro de referência em 1%, um mínimo histórico, face às previsões económicas.

O presidente do BCE explicou: “Esperamos que a economia da zona euro recupere gradualmente em 2012. As taxas de juro, muito baixas a curto prazo, e todas as medidas tomadas para melhorar o funcionamento do setor financeiro da euro zona estão a apoiar a economia. Estas previsões estão sujeitas a riscos de degradação, sobretudo relacionados com o transbordamento das tensões nos mercados obrigacionistas da zona euro para a economia real”.

O BCE detém obrigações gregas com um valor de 50 mil milhões de euros.

Pressionado a contribuir na reestruturação da dívida tal como os credores privados, poderá distribuir os lucros realizados, cerca de 12 mil milhões de euros, aos países membros da instituição e este farão o que quiserem. O BCE evita assim violar o Tratado de Maastricht, que proíbe ajudas diretas aos Estados.

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