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A revolta egípcia um ano após a revolução

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A revolta egípcia um ano após a revolução

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Os revolucionários egípcios preparam-se para voltar a tomar a praça Tahrir do Cairo, no sábado, um ano após a queda do regime de Hosni Mubarak.

Várias organizações apelaram a uma greve geral e a vários protestos a partir desta sexta-feira, descontentes com o resultado da revolta, em especial os movimentos laicos.

Entre a predominância dos islamitas, vencedores das eleições parlamentares de novembro e a permanência dos militares no poder, as razões da revolta mantêm-se as mesmas de há um ano.

Um manifestante indigna-se: “o governo afirma que há terroristas concentrados nesta praça, mas porque é não vêm até aqui para ver com os seus próprios olhos as condições em que vivemos. Queremos emprego, não temos dinheiro e somos pais de família. Estudámos 25 anos, fizemos a universidade e continuamos no desemprego. Que governo é este?”

“Deviam ter vergonha todos aqueles que desiludiram o povo egípcio, que fizeram promessas que não conseguiram cumprir. Deviam ter vergonha os ladrões e todos aqueles que traíram uma revolução de pessoas honestas”.

Em previsão dos protestos, o exército mobilizou milhares de efetivos em todo o país, depois dos protestos das últimas semanas contra o regime militar terem feito 15 mortos.

Uma grande manifestação foi convocada para esta sexta-feira, na praça Tahrir, depois da oração. Mais de dez mil pessoas deverão participar no protesto que ocorre na véspera do aniversário da deposição de Hosni Mubarak, que há um ano saiu de cena, sob a mesma contestação que parece visar agora o regime militar (interino) que o sucedeu no poder.